Maioria dos analfabetos é população jovem, diz IBOPE

13/09/2005 § 15 Comentários

Notícia – O IBOPE divulgou o 5º Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF) e apontou que apenas 26% da população brasileira na faixa de 15 a 64 anos de idade é plenamente alfabetizada. Destes, 53% são mulheres e 47%, homens. Neste universo, 70% são jovens de até 34 anos. O IBOPE criou ainda o INAF Empresarial, pesquisa que passará a medir o nível de alfabetismo dos funcionários dentro das empresas.

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§ 15 Respostas para Maioria dos analfabetos é população jovem, diz IBOPE

  • Vnaderlei Martins disse:

    A pesquisa só vai revelar a falta de uma política pública voltada para a educação. Estamos comprometendo nossa liberdade e nos inferiorizando prerante as grandes nações do mundo. Para sairmos dessa situação, devemos procurar votar, nas eleições que esta chegando, em pessoas com uma visão mais ampla e que possam resgatar o prejuízo deixado pelos nossos atuais políticos.
    Renovemos nossas ideias ou ficaremos fadado a eterno país da esperança!!!!!

  • Rozeli disse:

    Trabalho com as Séries Iniciais de EJA-Educação de Jovens e Adultos no RS-Nonoai e fico feliz de poder trabalhar com este tipo de alunos.Realmente o índice é bastante grande mas os jovens e adultos estão retornando as salas de aula porque perceberam a importância de voltarem aos estudos, e este novo sistema como é o EJA oferece a eles uma nova oportunidade sem que os deixe encabulados ou com vergonha de frequentar a escola.Trabalhar na EJA é uma experiência fantástica porque além de ajudá-los no estudo trabalha também com as suas experiências e seu conhecimentos de mundo.O índice com certeza começará a baixar.

  • priscila ferreira disse:

    olá sou professora do eja e estou tendo dificuldades para passar exercicios pra eles, seráque vcs poderiamme ajudar nessa.
    Obrigada desde já.

  • VERA LUCIA DE OLIVEIRA MACEDO disse:

    Trabalhei o ano passado com o EJA, no ensino fundamental, da 5º à 8º séries, gostei da experiênica, pois a maioria dos meus alunos se mostrou bastante interessado. Só me deparei com um grande problema: a dificuldade de selecionar certos conteúdos. Perguntas do tipo o que ensinar e como ensinar vão continuar fazendo parte da miha rotina para esse ano, pois nós temos belíssimas teorias e pouquíssimos são os autores que ousam dar alguma sugestão e quando dão, deixam muito a desejar. Bom seria que as secretarias de educação dos estados oferecessem condiçõs aos professores, promovendo cursos de capacitação, pois não podemos, jamais subestimar a inteligência de ninguém, utilizando conteúdos arcaicos e ultrapassados, principalmente para uma população carente, que retorna às salas de aula com sede de aprendizagem e o professor, nem sempre, está preparado para um desafio grande como esse. É doloroso dizer e ouvir isso, mas essa é a grande realidade, caso fosse diferente o ensino não estaria tão defasado como está.

  • Nubia Nogueira disse:

    Eu trabalhei com Educação de adultos, e uma das coisas mais proveitosas era trabalhar com as músicas antigas e bregas que eles gostavam. Eles sabiam toda música de cor, mas não sabiam escrevê-las, então, ficavam maravilhados quando a gente passava a escrever a música com eles e fazer as correções das palavras pronunciadas fora da norma gramatical como: a muier, o fosco, a véia, o mior,etc. A gente fazia a correção dizendo esta palavra corresponde a mulher, a outra é fósforo, a velha, o melhor etc. Também, eu gostava muito de trabalhar rimas e verso de amor, exemplo:
    Quem me dera desenhar,
    Pela minha imaginação,
    Desenharia tua imagem,
    Dentro do meu coração.
    As vezes, eu ía criando os versinhos e pedindo para eles completarem o pensamento. Na matemática, trabalhava os problemas do cotidiano. E assim, ía envolvendo todas as outras disciplinas. Era gostoso, estudar cantando, brincando, contando piadas, e escrevendo-as. E tudo que eles diziam era motivo para escrever, ilustrar, criar, e se desenvolver. Engraçado, que eles davam seus depoimentos dizendo que companheiros da fábrica, diziam: Esta professora está deixando vocês muito falantes, quando começaram a pronunciar as palavras corretas. As correções eram feitas na conversa. Eles me contavam uma história com aquela linguagem deles assim: fessora, isturdia eu vim no oinbus, um cara mim pediu um fosco, eu num tim-a, ele intifou cumigo, ai… Então, depois de alguns dias eu contava uma história parecida, usando as mesmas palavras corretamente. E eles mesmos observavam as pronúncias e perguntavam: professora, eu diziam isturdia, e a senhora disse outro dia, é a mesma coisa? Eu dizia oinbus e acho tão bonito quando a senhora diz bem explicado ô-ni-bus. Ah! agora estou aprendendo a falar bem. Outro momento importante era quando eles chegavam tão alegres e diziam professora ” hoje eu recebi meu pagamento e assinei a folha, pois antes eu só colocava o dedo e todos riam mangando de mim”. Para mim era muito gratificante ouvir estes depoimentos.

  • franciele disse:

    eu acho muito bom o q vcs estao fazendo ajudar quem nao sabe é muito bom vcs sao 10 por ajudar pesoas que nao sabem

  • Ana de Araujo Lima disse:

    Trabalhei como professora nos programas: Alfabetização Solidária,e BB Educar, foi uma experiência maravilhosa, desde entãso quero abraçar essa causa. O que mais me chamou a atenção quando eu estava em sala ,foi um aluno de 83 anos, mal sabia pegar no lápis,eu sou brincalhona (no bom sentido…) ele usava chapéu, então ^brinquei com ele e disse à ele que a partir daquele dia, eu iria colocar ao lado dele, outra cadeira para colocar o seu chapéu com a aba para cima, assim tudo e todas as palavras que falássemos, cairia dentro do chapéu e quando ele o colocasse na cabeça, tudo e todos os conteúdo abordados, ou seja,nossas aulas, nossos diálogos entraria em sua cabeça, promovendo assim o aprendizado, ele levou a sério, e para minha, dele mesmo e demais alunos da sala, em duas semanas ele já escrevia seu 1º nome em caixa alta. foi uma grata surpresa para todos, uma experiência jamais sentida. Então não parou mais, isso foi em 2002, hoje, estou em outra cidade e continuo torcendo por todos os meus alunos, e tenho ex. alunos que estão terminando o Ensino Fundamental e não querem parar de estudar, desses alunos, tenho alguns que já escolheram o curso acadêmico que querem fazer. Um grande abraço. Ana Lima.

  • Maria Cristina Corrêa disse:

    Estou trabalhando com uma turma de EJA,e é maravilhoso.
    Eles mostram para os seus educadores o quanto eles sabem e com certeza eles merecem a nota 10 não o alfabetizador.
    E com o interesse e a garra que eles tem de aprender o professor se sente muito realizado em suas atividades.

  • Helena S Oliveira disse:

    Sou professora da EJA, e estou amando,percebo como é importante elevar a auto-estima, permitindo que sejam valorizados e o simples fato de poderem frequentar a escola representa muito mais do que a possibilidade de socialização ou a aquisição do processo de alfabetização, é mais que isso é o resgate da cidadania, da própria história de vida. Palavras de Paulo Freire: A educação é um ato de amor, por isso é um ato de coragem!

  • Magda disse:

    Há 2 anos que trabalho com alfabetização de idosos, sinto uma privilegiada,estou amando muito….
    Os alunos mostram interesse e muita força de vontade em aprender e recuperar um pouco do tempo perdido.
    Não só ensino como aprendo com eles( olha que tenho aprendido muito).
    A faixa etária dos meus alunos são de 56 á 80 anos, isso é maravilhoso.
    Amo muito o que estou fazendo.

  • cícera maria disse:

    Sou professora de alfabertização de jovens e adultos, sinto-me privilegiada por isso.
    Quando percebo que meus alunos consguem recuperar a auto estima, percebem que podem progredir, descobrem que são capazes de compreender o mundo que os cerca e que até então era como um enigma com palavras por todos os lados as quais eles achavam jamais conseguir entender.
    Quando vejo que eles conseguem ler, é um orgulho para eles e para mim uma satisfação imensa!
    Sempre me preocupo em procurar mais informações sobre atividades, sugestões de filmes etc para junto com eles trabalhar. Eu aprendo muito mais com eles, da coragem deles de ir em frente, recomeçarem a vida.
    A faixa etária da minha turma é de 15 até 70 anos.

  • Sara disse:

    Oi sou professora de jovens e adultos e gostaria de textos próprios para essas turmas, que levantem a alto-estima deles e que sejam da realidade deles. obrigada

  • Ana Ligia o.Teixeira disse:

    Trabalhar com EJA é muito gratificante pois sinto que este público valoriza todos os momentos de aprendizagem.

  • eliete disse:

    olá professoras! que delícia e esse trabalho com as turmas de EJA, estive lendo suas experiências e já fui alfabetizadora de EJA também. Hoje, estou alfabetizando crianças. Estou fazendo pedagogia e gostaria de uma ajuda de vocês que estão na ativa: como trabalhar com o nome dos alunos? Na turma de EJA tenho algumas idéias como os crachás, escrever em forma ou bastão… Gostaria de algo novo se vocês poderem me ajudar, sou grata.

  • ulisses disse:

    gostaria de dizer que todos os comentários acima são estimulantes, estou tentanto aprender a trabalhar com o eja, entrei na educação um dia desses e estou percebendo a importância desse método. os cadernos e textos estão disponíveis no portal eja. um abraço a todos.

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