Livro faz panorama da educação na AL

08/03/2006 § 5 Comentários

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Notícia – O livro “A educação na América Latina: direito em risco” apresenta questões discutidas durante a Reunião Paralela da Sociedade Civil ao Grupo de Alto Nível da Educação para Todos, que aconteceu de 8 a 9 de novembro de 2004, em Brasília (DF).
No Rio de Janeiro, a expectativa é que a obra possa ser lançada durante o Fórum Mundial de Educação, marcado para o período de 24 a 27 de março, em Nova Iguaçu (RJ).


O lançamento da versão em espanhol aconteceu no Fórum Mundial de Educação e no Fórum Social das Américas, em Caracas, Venezuela. A versão em português tem lançamento previsto para março no Brasil. O livro pode ser obtido através da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, mas a partir de março também estará disponível nas livrarias. Os contatos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação são campanha@acaoeducativa.org e denise@acaoeducativa.org.

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§ 5 Respostas para Livro faz panorama da educação na AL

  • Roberta Maria Federico disse:

    A pedagogia da educação nacional não será mais a mesma depois desse Fórum Mundial de Educação (Nova Iguaçú/RJ), pois sua grandiosidade e as intervenções de alguns grupos desmistificarão a relação, por vezes considerada tabu, entre escola e aluno de periferia.
    O Movimento Enraizados e o Grupo Cultural CLAM, dois dos maiores movimentos da cultura Hip-Hop nacional, foram os únicos grupos organizados de Hip-Hop a se manifestarem neste fórum e romperam com as estruturas do evento, mostrando que é possível a transformação do ser humano.
    Com a intenção de mostrar aos professores e universitários um caminho de aproximação com os alunos que moram em áreas de risco, as duas entidades levaram uma programação pedagógica muito ousada, que foi mostrada na prática durante os dias 24 e 25. Tratou-se de um trabalho com professores e universitários interessados em utilizar o hip-hop como ferramenta em sala de aula (dia 24/03) e de 40 crianças vindas de uma escola municipal localizada praticamente no “meio do nada” (dia 25/03), em ambos os casos o público teve contato direto com a cultura Hip-Hop (suas origens, sua organização e sua função), sendo que no primeiro dia o produto final foi um zine e no segundo uma letra (ambos construídos coletivamente).
    A repercussão do segundo dia de atividade foi tamanha, que foi quebrado o protocolo da programação oficial do FME no SESC. Ali estavam presentes: o prefeito de Nova Iguaçú, secretários e autoridades dos governos estadual e federal e de outros países. A apresentação do produto final do que foi planejado para ser uma atividade auto-gestionada emocionou os presentes, pois tratava-se de uma letra de rap elaborada por 40 crianças em que elas reivindicavam uma educação mais digna, que os forme verdadeiros cidadãos.
    Movimento Enraizados e CLAM mostraram a realidade dos alunos e como tratá-los diante do quadro “professor-aluno-sala de aula”, em que problemas como drogas, prostituição e tráfico de drogas são uma constante.
    O que torna este processo fácil para estes grupos da Cultura Hip-Hop é o fato de seus componentes serem oriundos do mesmo local de onde vêm essas crianças e muitas vezes serem estas as crianças de sua convivência cotidiana.
    Em uma oficina no dia anterior, onde a platéia era formada por professores e universitários, o Grupo Cultura CLAM usou uma linguagem mais acadêmica pois havia uma demanda dos professores para que se encontrasse uma forma alternativa de como lidar com as crianças, jovens e adolescente em suas respectivas escolas.
    O que ficou claro nestas intervenções, foi que o movimento hip-hop carioca está organizado para discutir com o governo ou quem quer que seja, e mostrar que essa revolução que acontece nas periferias, é levada pela cultura Hip-Hop há muito tempo. Além disso, buscou explicitar que as teorias que são vistas e revistas em seminários ajudam, mas são insuficientes para ultrapassar as barreiras que existem.
    Querem mostrar que o resgate do tráfico, de prostituição e o incentivo a leitura impulsinou essa nação da cultura Hip-Hop para o bem e que, esse resultado não veio do trabalho de políticos ou teorias eloquentes.
    O povo envolvido com o Hip-Hop é multiplicador, e a metodologia que se usatransformando o mundo e as quebradas do Brasil.
    A iniciativa de colocar essa atividade foi uma maneira de parar com essa mesmice de seminários e eventos acadêmicos que utilizam rios de dinheiro e não repassam propostas práticas e eficazes para as comunidades.
    Num clima de muita apreensão, os convidados miríns participavam do segundo dia de atividade mesmo estando aterrorizados e procupados se ali naquele recinto iria aparecer um grupo de extermínio, que vende órgãos de crianças.
    Crianças que estavam no Fórum Mundial de Educação estavam com medo de grupos de extermínio
    O Movimento Enraizados e Grupo Cultural CLAM estão atentos e querendo realmente uma mudança na educação. E que as pessoas que costumam ir a fóruns mundiais somente fora do Brasil, entenda que a nossa realidade é muito mais do que um domingo no Fantástico chocante.
    Parabéns a todos(as) os(as) Participantes….

  • elsa isasa disse:

    toda la educación latinoamericana para el sector publico esta en riesgo. el gobierno la mantiene mediocre y pobre para eternizar democracias corruptas. En argentina la educacion publica esta en su etapa de mayor decadencia y parece que continuará de esa manera.

  • Januária disse:

    Olá Roberta Maria!
    O seu relato foi bastante rico para que pudéssemos compreender melhor o movimento de Hip-Hop carioca. Como diise você, estas notícias estão para além do que o fFntástico, da Rede Globo, nos mostra (aliás ontem a Regina Casé anuncionou seu novo Programa “Central da Periferia”, o que será que veremos na telinha sobre estas questões? Fiquei curiosa!), por isto, a importância de outras vozes, como a sua e a da Elsa, poderem se manifestar e nos contar com vêem as questões de Educação mundo afora. Continuem a conversar conosco, serão sempre bem-vindas!
    Januária Alves – Coord. Yahoo! Busca Educação

  • K2 disse:

    Sabemos a importância da educação na vida das pessoas, vemos também a exclusão racial que existe.
    Sou negro com 38 anos e recentemente tento me ingressar em uma universidade.
    Aos 16 abandonei a escola ainda no primário, hoje, após alguns supletivos tento humilhantemente reaprender as matérias que não tive tempo de aprender no passado.
    Essa hstória hoje se repete com milhares de jovens, o ensino é o pior que existe no mundo.
    Onde vamos parar!

  • Talita Ferraz disse:

    Eu moro em brasilia, df, recanto das emas. O trabalho de vocês é ótimo, eu gosto muito. Continuem assim. Um beijão para todos

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