Sobre a passagem de Negroponte no Brasil

14/03/2006 § 5 Comentários

Notícia – Nicholas Negroponte, ex-diretor do Laboratório de Mídia do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) afirmou que 1 milhão de laptops de US$ 100 cada um poderão estar disponíveis para as escolas públicas brasileiras já em 2007. De outro lado, o governo do Presidente Lula anuncia que colocará verba para isso no projeto do Orçamento de 2007, a ser elaborado até agosto.


Baratear computadores e disponibilizá-los para os estudantes, particularmente para as escolas públicas, é sem dúvida um grande e necessário avanço. Por outro lado, todos nós sabemos que não bastam computadores para alavancar o ensino aqui ou em qualquer parte do mundo. Precisamos sim ter professores bem preparados para o trabalho com computadores em sala de aula e clareza da concepção pedagógica do uso dessas tecnologias. Assim como a distribuição de lápis e caderno não garantiu ao Brasil superar suas dificuldades na área de alfabetização, o computador em si mesmo não garante que os alunos possam aprender mais e melhor. Para ficarmos apenas em um único exemplo, muitos alunos, diante do olhar impotente de seus professores, “confundem” o ato de imprimir com o de pesquisar. Certamente não é isto o que queremos ou esperamos do uso pedagógico dos computadores no ensino.
Por Flávia Aidar, coordenadora pedagógica do Yahoo! Busca Educação

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§ 5 Respostas para Sobre a passagem de Negroponte no Brasil

  • Andrea Toledo disse:

    Não há dúvidas que precisamos de escolas informatizadas. Principalmente conectadas à Internet. Mas o que fará o trabalho “decolar” seremos nós, os professores, quando bem preparados para lidar com toda esta tecnologia. Acredito que uma boa solução será reservar também uma verba com este objetivo.
    Aproveito a oportunidade para dizer que estou muito feliz e honrada de ter meu blog recomendado pelo Yahoo Busca Educação.

  • Sérgio Lima disse:

    É evidente que os computadores por si só pouco podem fazer pela melhoria da educação. Só, que no caso dos Notebooks do MIT, ocorre um fenômeno inédito. Temos um hardware determinado por um projeto pedagógico.
    Não se trata simplesmente de um hardware! A idéia é trocar o investimento em papel (livros didáticos) por computadores, que são infinatamente mais úteis que os livros didáticos e criam a possibilidade da escola mudar o paradigma de espaço de ensino para espaço de aprendizagens!
    Se os notebboks do MIT chegarem junto com um novo paradigma de formação continuada de professores, formação descentralizada e partilhada, usando as TICs e o paradigma do código aberto, então, daqui a uns 30 anos os historiadores vão dividir a história da educação em antes e depois dos notebooks do MIT!

  • ADRIANA VIANA disse:

    É MUITO IMPORTANTE A INFORMATIZAÇÃO

  • Rodrigo Soares Semente disse:

    Acho importantissimo essa iniciativa.
    Poderá levar a educação a níveis jamais vistos, se conduzida de maneira correta!!!
    Para isso dois fatores devem ser levados em conta:
    O desenvolvimento de tecnologias de software e hardware para uma utilização maximizada do equipamento (não só subistituindo o caderno e o livro).
    A capacitação dos professores para utiliza-los de maneira adequada, com desenvolvimento de novas tecnicas de ensino e maior nivel de informação aos alunos, não só no aprendizado, mais tambem no desenvolvimento.
    Alem desses fatores será visivel o aumento da velocidade de aprendizagem (uma busca de informação em um livro comum pode durar cerca de 1 minuto e em um computador poucos segundos), qualidade (um livro virtual, seguindo as legislação, pode ter um nivel muito maior de informação).
    Veremos também que outros setores da economia serão aquecidos, criando diversos benefícios.
    Resumindo: uma revolução

  • Flávia Aidar disse:

    Creio que a grande questão que está no bojo da revolução tecnológica, como afirma Rodrigo Soares Semente, têm produzido e deverá promover uma completa transformação daquilo que entendemos por FORMAÇÃO dos alunos e por consequência de como pensar a educação e a própria formação do professor.
    Se, de fato, como diz Sérgio Lima temos um “hardware determinado por um projeto pedagógico”, urge pensarmos sobre que projeto pedagógico é este e quais suas finalidades. Ou ainda, como dizia acima, qual concepção de educação e de formação das crianças e jovens ele preconiza.
    Esta conversa é boa!
    Abraços, Flávia Aidar

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