Como ouvir 1 Milhão de Histórias de Jovens

25/10/2006 § 13 Comentários

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Jovens de Fortaleza contam as primeiras histórias de um milhão. (Crédito: 1 Milhão de Histórias)

Entrevista – Um projeto do Museu da Pessoa e da ONG Aracati traz uma perspectiva inédita para a criação de conhecimento compartilhado. Na iniciativa, chamada de “Um Milhão de Histórias de Jovens”, jovens de 15 a 29 anos de várias partes do Brasil poderão gravar depoimentos e interligá-los em um mapa online que pode ser pesquisado e comentado. As histórias ligarão os jovens em rede, através de comunidades e outras ferramentas típicas de sites de relacionamento. A primeira experiência aconteceu em Fortaleza, Ceará. Entrevistamos a coordenadora do projeto, Carolina Misorelli, sobre a articulação das organizações e a realização do projeto. Carolina também faz parte da equipe do Museu da Pessoa e foi uma das facilitadoras da primeira fase do projeto.


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Carolina Misorelli, coordenadora do 1 Milhão de Histórias. (Crédito: 1 Milhão de Histórias)
Do que se trata o projeto 1 Milhão de Histórias de Jovens e qual foi exatamente o trabalho que você fez em Fortaleza?
Trabalhamos com a ONG Aracati e com o Museu da Pessoa para montar o “1 Milhão de História de Jovens”, em que jovens contam suas próprias histórias pessoais e as disponibilizam na internet, no sistema iRedes. A primeira fase, que chamamos de “Conte sua História”, aconteceu em Fortaleza e deu o pontapé inicial nesse movimento que é o “Um Milhão de Histórias”. Lá, formamos os primeiros 45 agentes de histórias. Esses agentes são jovens que vão começar a ser agentes de histórias nas suas comunidades, envolvendo outros jovens no movimento e convidando-os a contar as suas histórias também. A criação desses “círculos de histórias” é a ferramenta do projeto para mobilizar outros jovens. No iRedes, os jovens se cadastram e publicam suas histórias. Podem também criar comunidades e visualizar outras histórias através de um mapa. Assim, uma história pode se associar a outra.
O que trouxeram o Instituto Aracati e o Museu da Pessoa para o projeto e como as instituições irão fazer a distribuição regional do “1 Milhão de Histórias”?
A ONG Aracati já tem grande experiência com a mobilização de jovens e o Museu da Pessoa realiza projetos relacionados a memória online. As duas organizações já atuaram em um projeto semelhante chamado Heliópolis dos Sonhos e a partir daí surgiu a idéia de colaborar agora. É fato que as sedes das duas organizações estão em São Paulo mas a idéia é articular ações com instituições de outras partes do Brasil para realizar o projeto. A Fundação Kelloggs, nossa apoiadora, dá espaço para investimentos descentralizados no Brasil e a ONG Aracati já realiza essa articulação com outras instituições. Foi assim que, com o apoio de outras instituições, iniciamos o projeto em Fortaleza e o levaremos para outras cidades.
Construído esse mapa de histórias de jovens do Brasil, o que vocês esperam que traga o projeto? Há a previsão de implicações da existência dessas histórias?
A idéia é que, realmente, com as histórias associadas, poderemos, por exemplo, organizar os dados para propor contribuições para políticas públicas. Os jovens falam sobre identidade regional, papel da escola muitos outros assuntos que têm a ver com seu cotidiano. Todo esse conteúdo faz parte das histórias. A partir do momento que você tem várias histórias, de várias temáticas, elas se relacionam e formam um sentido maior. Além do que, a proposta é realmente que as consequências dessas histórias sejam bastante amplas realmente. Na experiência em Fortaleza, fizemos um círculo para que os jovens contem suas histórias com quatro facilitadores, entre eles eu mesma. Mas agora, os próprios jovens serão facilitadores dos próximos círculos e as histórias que podem surgir e seus detalhes realmente não serão controladas. A idéia do círculo é ter co-responsabilidade sobre sua história.
Dentro dessa idéia de co-responsabilidade, qual exatamente o papel que a internet e o registro digital das histórias tem no projeto?
De fato, o uso da tecnologia digital foi imprescindível para realização do “1 Milhão de Histórias”. Sabíamos que era importante organizar e publicar os depoimentos para que fizessem sentido e também do grande interesse que os jovens têm em usar o computador. E muitos nem sempre têm acesso à tecnologia. Foi assim que decidimos lidar com esse primeiro grupo, com um trabalho de formação antes para que todos manipulassem o computador. E ao dar um motivo para utilizar a internet, o de publicar suas histórias, os jovens mostraram ainda mais interesse e agora deverão poder seguir sozinhos. Eles já estão fazendo os círculos de histórias locais. Há até aqueles que editam as histórias, colocam trilha sonora e há os que apenas as publicam online ou frequentam o sistema. De qualquer modo, já é bastante gratificante ver as histórias que eles próprios escolheram e que fazem sentido naquele momento da vida de cada um.

Para ouvir as histórias ou publicar a sua, cadastre-se no sistema iRedes. Saiba mais sobre o projeto Um Milhão de Histórias, ONG Aracati e Museu da Pessoa nos sites das organizações.

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§ 13 Respostas para Como ouvir 1 Milhão de Histórias de Jovens

  • sebastiana lacerda s.kloss disse:

    Trabralho com uma turma de 1ano alfabetização e gostaria de receber informações de atividades que possam ser trabalhadas no dia dos pais.

  • cesar disse:

    Sou professor de química e bioquímica, gostaria de receber informações na minha área.

  • Daniela disse:

    Ola gostaria mto de receber algumas atividades de artes para alunos do 1o ano escolar, principalmente para o dia dos pais. Obrigada

  • Daniela disse:

    Ola gostaria mto de receber algumas atividades de artes para alunos do 1o ano escolar, principalmente para o dia dos pais. Obrigada

  • flavia disse:

    Oi, gostei muito das reportagens e gostaria de receber modelos de atividades diárias para trabalhar com o maternal. Bjs estou aguardando.

  • karyne lima de almeida disse:

    adorei os projetos desenvolvidos sobre a leitura, pior essa e uma problemática que afingem a todos nos professores.Por esse motivo estou iniciando um projeto ler com prazer para apresentar ao curso Proinfantil que estou fazendo. POR FAVOR SE ESTIVER ALGUMA SUGESTÃO ME ENVIEM! OBRIGADA

  • Sandra R. Mancini disse:

    Gostaria de saber sobre atividades e cursos de linguas estrangeiras via internet. Agradecida.

  • rejane lima disse:

    Gostaria de saber sobre sugestões gratuitas de atividades didáticas para nutrição ou culinária. Sou de São Luís, Maranhão.

  • Márcia disse:

    Uma dica de crase:
    Quem leva, leva algo a alguém, este a não é artigo e sim preposição, Então:
    Empresa leva Internet às Escolas Públicas…
    Dica: Se substituir escolas por colégios (substantivo masculino), ficaria aos colégios, junção da preposição a com mais o artigo, escolas é substantivo feminino, então haverá a junção da preposição a com mais o artigo as.

  • Fernanda disse:

    Bom dia!
    Gostaria de obter informações sobre redação.

  • Valdeci Gonçalves de Macedo disse:

    Sou Funcionário Público e gostaria de saber mais sobre EAD universitário

  • Valdeci Gonçalves de Macedo disse:

    Sou Funcionário Público e gostaria de saber mais sobre EAD universitário

  • roberta gomes machado disse:

    quero ser informada sobre cursos gratuitos.

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