Educação como parte da missão do Museu da Pessoa

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Desenho de aluno da EMEF Pe. J. N. Ehrenberg no Guia Histórias da Nossa Terra. (Crédito: Museu da Pessoa/Reprodução)

Dica/Entrevista – O Museu da Pessoa oferece depoimentos online que servem como retratos da história brasileira. Além disso, o Ponto de Cultura do Museu em São Paulo recolhe relatos de interessados em contar um pouco de sua vida para virar parte da nossa história. O Museu é recomendado por educadores em blogs como o Bloguinfo, o Brasil: História do Ensino, o Oficina de Educação e o Miriam Salles. Para saber mais sobre a educação como parte do Museu da Pessoa, veja a entrevista com Sônia London, responsável pelo área de formação do Museu e por projetos como o Memória Local na Escola. O Yahoo! Busca Educação publica periodicamente dicas para os professores utilizarem o conteúdo do Museu da Pessoa na sala de aula. Veja os relatos de Sonia e conte também sua história com experiências semelhantes.


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Ilustração no Guia Histórias da Nossa Terra, publicação do projeto Memória Local na Escola. (Crédito: Museu da Pessoa/Reprodução)
Conte um pouco sobre o Museu da Pessoa e o seu trabalho no Museu. Por que o Museu considera importante o trabalho nas escolas?
Bem, eu sou responsável pela área de formação do Museu, isto é, pela ação que se ocupa da disseminação da metodologia desenvolvida pelo Museu da Pessoa. O Museu tem uma prática consolidada de registro da história oral, mas o seu diferencial é que para a produção desta narrativa (história) percorre três momentos que é o registro (em áudio ou vídeo), a organização (acervo) e a socialização (disponibilização) da história. A área de formação ensina as organizações a trabalharem com essa metodologia para realizarem seus próprios projetos de memória.
Entendemos que a escola é um espaço democrático de construção da narrativa, visto que lá se encontram e podem ser ouvidas e registradas histórias da comunidade e de grupos (alunos, professores, técnicos, famílias). Além disso essas histórias podem se tornar objeto do fazer escolar, que é ler, escrever, ouvir, desenhar e produção de conhecimento.
Você realizou palestra no Seminário: Sustentabilidade, Redes e Desenvolvimento Local e participa e organiza eventos para o Museu da Pessoa. Quais são os temas que devem estar em evidência em 2008, já há eventos programados?
Sim, o Museu participa de muitos seminários e eventos das áreas de cultura, educação, museus, etc. Para este ano teremos o lançamento de alguns livros, a ampliação de parcerias na área tecnológica, a consolidação de uma rede de organizações que trabalham com memória em um projeto que chamamos de Brasil Memória em Rede, desenvolvimento de novos projetos com escolas (Memória Local na Escola). Também temos programado a realização de um fórum que aborda memória e rede.
Para este começo de ano recomento aos professores que visitem as novas coleções do projeto Memória Local na Escola, as histórias captadas com o projeto Memória dos Brasileiros e ainda o projeto Memórias da Literatura.
O Yahoo! Busca Educação entrou numa campanha para descobrir as previsões para aprendizagem em 2008. Quais são as suas previsões? Você acredita que o modelo de conhecimento através da memória pessoal, como é no caso do Museu da Pessoa, é uma tendência para o futuro?
É o que acreditamos e vemos o tempo todo acontecer. Nos projetos que realizamos encontramos muitos depoimentos de professores e alunos confirmando suas aprendizagens quando ouvem histórias de vida de pessoas da comunidade.
A construção do conceito de memória, alinhavando as leituras dos textos narrativos, as pesquisas na comunidade, todo o processo de escrita das memórias em texto narrativo, também foram apontados como muito procedentes não somente para as faixas etárias, mas, sobretudo para o Projeto Político Pedagógico da escola.
Veja algumas falas de professores que participaram do projeto Memória Local na Escola em 2007:
“A oportunidade de se trabalhar com o tema memória auxiliou meus alunos e a mim, principalmente, na reflexão do que é história pessoal coletiva.” – ProfªThamy Palma Dimitrov- EMEB Dr. Vicente Zammite Mammana
“… pensar nesta possibilidade de trabalho, construir conhecimento através de memórias, construir e reconstruir, ensinando, aprendendo juntos, independe de idade e formação escolar…” – ProfºJeferson dos Santos Pedro – EMEB Profº Salvador Gori
“Eu gostei de entrevistar o Sr. Sumio porque conheci mais as orquídeas, conheci mais a escola e muitas coisas importantes. Aprendi muito e ele deu muita informação do bairro como era antes”. – Elani de Souza, 9 anos, EMEB Senator Teotônio Vilela, 1º Ano Ciclo II
“O que eu mais gostei foi de falar da criação do bairro dos Casas porque não conhecia a história do bairro onde moro”. – Zenilda Fagundes do Amaral, 41 anos, EMEB Marcos Rogério Rosa, EJA
“Eu gostei mais de entrevistar porque é um trabalho muito legal e você fica sabendo mais das informações”. – Janaina Ramos Cabral, 9 anos, EMEB Dr. José Ferraz de Magalhães Castro, 3º Ano Ciclo II

E você, qual a sua opinião sobre a utilização de depoimentos e entrevista na sala de aula? Como iniciativas online, como o Museu da Pessoa, podem ser utilizadas? Veja nossa seção de dicas e envie seu comentário por aqui ou através do nosso canal Participe.

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15 Comments

  1. Olá Renata!
    Muito interessante esse recurso. Afinal, todos nós somos construtores da história e trazer relatos de pessoas para o aprendizado dos alunos ajuda a despertar essa consciência, além de acrescentar vários conhecimentos passados por testemunhas vivas. Fora isso, trabalhar com a oralidade, a preparação das entrevistas, é uma beleza. Eu mesma teria histórias pra contar. Imagina passar a infância à luz de velas, sem energia elétrica em casa, passar pela chegada da eletricidade, da TV, na adolescência e na idade adulta atravessar o mundo com a internet. è muita coisapra aprender com isso, não é mesmo? Abraço!

  2. Antes de mais nada, é muito bom ver o Bloguinfo entre as indicações. Procuro sempre por novas possibilidades que possam contribuir com a prática educativa, e o Museu da Pessoa é uma excelente oportunidade de conectarmos nossos alunos ao mundo. Acredito que o diferencial do projeto é a socialização das histórias. A disponibilização dos relatos permite uma infinidade de interações, especialmente a valorização da cultura oral.
    É uma alegria ver o projeto divulgado por aqui!
    Abraços
    Sintian
    http://bloguinfo.blogspot.com/

  3. Acho importante saber sobre as novas tecnologias com consciência. Utilizo o Yahoo! Respostas e há uma ferramenta para bloqueio de perguntas inadequadas, o que é muito bom.

  4. Seria interessante oportunizar a mais pessoas a realização dos cursos sem descuidar da qualidade com a modalidade a distância, seria uma boa opção para os interessados.

  5. Bolha de sabão
    Na educação básica a escola cria alguns alunos dentro de uma bolha de sabão. Isso porque o aluno sempre tem mais uma chance, sempre pode fazer o trabalho novamente, É mimado por grande parte dos professores, possui poucas responsabilidades, o sistema de aprovação o protege. Quando termina o Ensino Médio e sai da escola, essa bolha de sabão estoura: o patrão não dá segunda chance, não tem dinheiro para fazer faculdade, nem mesmo consegue um emprego. Aí ele se sente desprotegido e despreparado. E porque foi criado numa bolha de sabão, não tem criatividade para inovar, não tem iniciativa, não tem responsabilidade, não tem comprometimento. Mais textos sobre educação:
    http://douglasfranzen.blogspot.com
    Douglas Franzen
    São João do Oeste-SC
    Escola Vi­nculada: EEB Pitangueira

  6. Parabéns pelos temas que serão abordados, e gostaria muito de receber sempre informações sobre cursos e palestras.
    Obrigada

  7. Parabéns pelos temas que serão abordados, e gostaria muito de receber sempre informações sobre cursos e palestras.
    Obrigada

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